A meio de 2023, não há vacinas básicas para os miúdos, o Serviço Nacional de Saúde está a cair aos bocados e a DGS foi esvaziada de funções, andando à deriva. E você? Ainda acredita que alguma vez o governo esteve preocupado com a sua saúde?
Lembram-se do"são só 15 dias para achatar a curva" e do"vamos salvar o SNS?" Impossível esquecer. Não se falou de outro tema durante três anos, 24 horas por dia, sete dias por semana. Era de manhã à noite e do pôr ao nascer do sol.
Agora muitos não querem sequer tocar no tema mas esta actual derrocada da saúde pública em Portugal só pode e deve ser debatida. Rui Portugal - que era o único candidato à sucessão de Graça Freitas - pediu a demissão. O mandato da anterior directora terminou no final do ano passado mas só agora o governo pediu a abertura de concurso para o cargo. Nota-se como a DGS é importante! Deve ser por isso que só tinha um interessado para a respectiva direcção. Aliás, como vem sendo notado por vários profissionais da área, este organismo tem sido esvaziado de meios, de profissionais e de poderes. Porque será? Durante anos, foram protagonistas omnipresentes na comunicação social. Agora, são silenciados? O que se passa? Da mesma forma, tanta obsessão com a inoculação de crianças para uma doença que não as atingia e agora há milhares de putos que estão com vacinas do respectivo plano nacional em atraso . Isto acontece porque o governo não as comprou para 2023. Parece que agora, após a pressão mediática, o vai fazer... mas porquê a delonga? O que se passa? O SNS está um caos, os problemas amontoam-se. O ministro referiu-se esta semana às entupidíssimas urgências do Hospital de Santa Maria, sem se rir, como se devendo às alterações climáticas. Afinal, as longas filas de espera e de ambulâncias existem pré e pós-covid. E nunca se trataram os problemas essenciais das nossas estruturas - desde o subfinanciamento ao défice de profissionais. De resto, estes continuam a não serem ouvidos pelo executivo e as suas carreiras sem futuro não merecem a sua consideração. Que tal agora umas palmas à janela? Perceba-se que, como é por demais evidente, a gestão da covid nunca teve como objectivo salvaguardar a saúde dos cidadãos ou proteger os respectivos recursos públicos. Bem antes pelo contrário. Na novilíngua melhor é pior, mais é menos e salvar o SNS e salvar vidas significa exactamente o oposto. Por isso é que agora a saúde no Estado está pior do que nunca; é por isso que a mortalidade excessiva é hoje assustadora. O que se prepara é o abate final do serviço nacional de saúde, deixando-o para os desfavorecidos apenas , a destruição da DGS e a paulatina substituição de todas as tradicionais vacinais por tecnologia RNA mensageiro. Podem usar as palavras que quiserem, perverterem a linguagem o que entenderem, mas os factos falam mais alto. E com que eloquência.
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